Afinal de contas, o cliente é meu ou não é? | Blog do bemarke

Afinal de contas, o cliente é meu ou não é?

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    Publicado por Paulo V. Milreu
    em 10/05/2021

Alguns motivos pelos quais estar no iFood ou Uber Eats pode ser uma péssima ideia.

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Não é de hoje que os celulares entraram para ficar nas vidas das pessoas... pagar contas, pedir um táxi ou um carro de um desconhecido para nos levar daqui até ali, conversar com os amigos e até mandar bom dia para a família são várias das tarefas que deixam todos com o aparelho na mão - e nas nossas vidas - quase que o tempo todo.

Sabe o que mais que a as pessoas fazem com os celulares e seus maravilhosos aplicativos? Pedir comida! De acordo com uma pesquisa da empresa espanhola Compras Acciones o mercado global de delivery de comida cresceu 27% no ano de 2020 e já passa de 107 bilhões de dólares... É claro que a pandemia contribuiu para este crescimento, mas ainda assim estamos falando de um mercado gigantesco e que, naturalmente, desperta a atenção de empresas gigantes do setor de tecnologia, como iFood - especializada no setor - e Uber, com o seu app derivado Uber Eats.

Porém queria colocar uma pergunta e uma provocação, quem é você, dono de restaurante, nesta revolução digital?

Se você é um empreendedor que quis aproveitar esse boom no delivery e montou seu negócio focando neste sistema de entregas e conectando-se diretamente nestas plataformas digitais, parece bom, ótima forma de se estabelecer, começar e ser conhecido.

Mas, por outro lado, se você já estava de portas abertas muito antes disso tudo, se já tinha uma boa clientela, um bom nome na praça, será que você precisa tanto assim de soluções como o iFood, com sua comissão que passa dos 20% das suas vendas? Afinal, os clientes que compram de você são seus ou são destas plataformas? Já parou para pensar se isso tudo faz mesmo sentido para você e o seu negócio?

Veja bem, no caso dos motoristas que dirigem para o Uber a plataforma faz um papel de intermediador que é essencial. Seria muito difícil eu decidir me dedicar a esta tarefa caso não houvesse uma plataforma para me ajudar a encontrar clientes. E a recorrência não é um fator-chave, mas ainda assim, quando a conversa entre motorista e passageiro flui bem e eu sei que ele tem uma rotina de deslocamentos, sempre rola de deixar um cartão comercial ou trocar contatos telefônicos e passar a combinar as viagens diretamente, não é mesmo?

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